Acordei em 2012 cheia de dúvidas (isso me lembrou de um poema de um velho amigo de casa, Fernando Davidovitsch – na época, eu não entendia o que queria dizer… acho que entendi). Dúvida se seria desta vez que tudo daria certo, se era agora que eu virava feliz-para-sempre, se era o ano que eu seria reconhecida por alguma coisa – qualquer coisa, se…
Bom, fato é que houve um clique: o mundo está mudando, a vida está passando e eu aqui parada… por estar cansada – veja só se não um absurdo? Colecionei tantos fracassos em um espaço de tempo tão relativamente curto que perdi o fôlego. Gostaria de dizer que isso se remete exclusivamente à vida profissional, mas quem me conhece sabe que isso é apenas a ponta do iceberg. Portanto, decidi deixar por alguns momentos o ‘o-que-foi-que-eu-fiz-de-errado’ pendurado no armário e vou apenas seguir. Adiante.
A primeira atitude que tomarei é a de justamente agradecer por tudo: pelas boas e más experiências, pelos crescimentos, e até pelos retrocessos. Porque nada foi e é fácil, e sempre há pessoas envolvidas. Às vezes boas, às vezes péssimas; mas o bom de tudo é que sempre aparecem pessoas ótimas em todos os processos. E devemos deixar claro que sem elas aquilo não teria sido possível. E isso é o pensamento de hoje. Que venham os trinta!
Oi Lu! Os 30 para mim vieram como um bálsamo, já não menina nem mocinha. Da impossibiliade de voltar , mas a perspectiva de um novo caminhar. Me senti mulher e fiquei feliz por ter chegado. Já se completaram 35 e chegando aos 36 a sensação é muito melhor. Senhora de mim, sem contudo ser a dona da situação, ser capaz de amar o que eu sou e reconhecer que as cicatrizes me dão identidade. A minha identidade. Beijos!
Debs.
Nossa, que lindo; quando eu crescer, eu quero ser assim, Débora! hahahaha! O fato de eu ser filha caçula e quase sempre a mais nova da situação às vezes me impede de enxergar o tempo com esse desprendimento. Mas sei que é apenas uma fase; e ela há de passar. E eu ainda vou rir muito disso! kkkk
Oi, Lú! Qdo escrevi “A dúvida que duvida que divida a dívida da vida”, eu tinha 18 anos. Até hj ele está presente na minha vida. A condição de decisão, q nos leva a deixar nossas vidas em dívidas com o q ñ escolhemos, ao mesmo tempo em q ganhamos c/ caminho q optamos, provavelmente vai acompanhar muitas outras futuras fases de nossas vidas (antes dos 40, 50, 60, 70, 80, espero…). Q bom, né? Isto significa q continuamos a ter perspectivas e acreditar q podemos, de alguma forma, galgar algum degrau na vida. Senti muita identificação c/ o seu texto. Vou acompanhar mais suas postagens. Bjaum. Fernando davidovitsch
Obrigada, Fernando! Olha, eu tenho mais uns quase 18 meses de crise… kkkkk. Mas vai dar tudo certo! Beijo, e volte sempre!