Acordei em 2012 cheia de dúvidas (isso me lembrou de um poema de um velho amigo de casa, Fernando Davidovitsch – na época, eu não entendia o que queria dizer… acho que entendi). Dúvida se seria desta vez que tudo daria certo, se era agora que eu virava feliz-para-sempre, se era o ano que eu seria reconhecida por alguma coisa – qualquer coisa, se…

Bom, fato é que houve um clique: o mundo está mudando, a vida está passando e eu aqui parada… por estar cansada – veja só se não um absurdo? Colecionei tantos fracassos em um espaço de tempo tão relativamente curto que perdi o fôlego. Gostaria de dizer que isso se remete exclusivamente à vida profissional, mas quem me conhece sabe que isso é apenas a ponta do iceberg. Portanto, decidi deixar por alguns momentos o ‘o-que-foi-que-eu-fiz-de-errado’ pendurado no armário e vou apenas seguir. Adiante.

A primeira atitude que tomarei é a de justamente agradecer por tudo: pelas boas e más experiências, pelos crescimentos, e até pelos retrocessos. Porque nada foi e é fácil, e sempre há pessoas envolvidas. Às vezes boas, às vezes péssimas; mas o bom de tudo é que sempre aparecem pessoas ótimas em todos os processos. E devemos deixar claro que sem elas aquilo não teria sido possível. E isso é o pensamento de hoje. Que venham os trinta!