Acordei atrasada, e ela já tinha saído. Talvez por um senso de autossuficiência, o que é ridículo em uma hora dessas, ela não quis me “incomodar”. Assumo que não esperava diferente, vindo dela. Mas não, não era admissível que ela estivesse sozinha naquele lugar, naquele momento, mesmo que eu não fizesse ideia de como me portar naquela hora.

Consegui ir, e lá estava ela. Cheguei, com meu acervo de corriqueirices & papos de elevador. Observei o ao-redor. Agradeci por ela ser a mais refeita do ambiente. Eu me orgulhei da peruca.

Horas pingue-pongueando, sinais de cansaço – em verdade, mais de minha parte que da dela. Finalmente, após a ansiedade no calor nauseabundo de dezembro, ela entrou. Não sei se devia, mas fui lá ver. Ela não quis que eu ficasse.

Bicho-carpinteirei do lado de fora, carcomendo os arredores do local. Enfim, voltei. Aquela agressão vermelha entrando em suas veias; ela sem qualquer sinal de fraqueza ou entrega. Forte, digna, vencedora.

Eu aprendi muito ao observá-la; ela é uma escola. Quanto ao cabelo, ele vai crescer, ela sabe. Eu também, e ela também sabe. Ela é incrível.

Mams, você sempre será a minha super-heroína. Não se preocupe, nada, nem sua cabeça rala de cabelos te diminui ou te enfraquece. Eu te amo. Você é incrível.